sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Da liberdade, se livre

Do que és feita?
O que tanto encanta?
Ainda tenho tantas dúvidas
Sobre quem és.


És desejo de tantos
Mas ninguém te sabe explicar.


E se o meu ser livre
Te impede de voar?
E se a minha liberdade
Só é livre aos olhos meus?


Deve ser eu,
Conseguindo ser tu,
Por segundos
Sendo um do todo,
Sendo com o todo.


Que deve ser essa tal liberdade?
Se caminha a tua busca,
Mesmo sem te ter,
Mesmo sem saber de ti.




L. 

sábado, 24 de setembro de 2011

Uma reflexão sobre a JMJ ...

“Esta es la juventud del Cristo”



“Esta é a juventude do Cristo”, juventude cheia de vida. Da beleza da diversidade, com todas as cores, cheia de sons, cheia de música, cheia de vida, a juventude de todos os cantos. Foram esses os momentos vividos que deram sentido à Jornada Mundial da Juventude 2011, em Madrid, na Espanha. Eram milhares de jovens, em uma mesma fé, em um mesmo Cristo. Um Cristo que ama a sua juventude, e a quer livre e protagonista.
Como um suspiro de vida, em meio à igreja (a feita de paredes e não de homens) que sofre esmagada pela história, tradição e poder, os três pilares que lhe impedem muitas vezes de (vi)ver os sinais do Reino, a juventude. Uma juventude que muitas vezes não é protagonista, não lhe deixam ser, mas que na ânsia de dar sentido a sua vida, teimam em colocar o projeto do Reino em seus Projetos de Vida.

Entre as alegrias, da partilha dos momentos em comum, a tristeza de ver a igreja cada vez mais distante do sonho de Deus, a preocupação com a próxima Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, Brasil. Somos a Igreja da América Latina, ao reunirmos os povos em nosso solo, sejamos sinceros para apresentar a nossa realidade juvenil. Hoje tão marcada pelo sangue, e pela morte. Sejamos humildes para nos questionarmos sobre o papel da nossa Igreja frente às injustiças que se estabelecem em nosso país. E ainda celebremos a vida, história e cultura dos nossos povos, sem negar suas belezas, suas lutas e seu sofrimento.
A JMJ é tempo de celebrar a caminhada dos grupos que tem por missão evangelizar a juventude. Muito mais do que o encontro com nosso Papa. É pela juventude que doa sua vida no dia-a-dia, nas comunidades, nas paróquias, nas escolas, nas universidades, no trabalho; pela construção da Civilização do Amor, e faz a opção verdadeira por viver o Cristo. "Enraizados em Cristo, firmes na fé". É por isso.


Em uma tarde de setembro,
Luana Corrêa

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Os passos lá, o coração aqui

( Sobre a minha ida a Jornada Mundial da Juventude - Achei que deveria partilhar, aos poucos, o que transborda do coração. Que melhor lugar, do que aqui?)

           Faltando apenas treze dias para nossa partida rumo à Espanha, é necessário que revisemos a caminhada e façamos uma reflexão profunda sobre o momento que se aproxima. Que oportunidade mais especial! Durante a caminhada, caminhada essa que é de flores, muitas flores, mas que também é de espinhos, podermos dar passos tão longe, porém sem tirar o coração da nossa terra, do nosso chão, da nossa gente.
            A Jornada Mundial da Juventude é um espaço especial para toda Igreja, para os jovens católicos, acho que de certa forma expressa a preocupação da Igreja com a juventude. Mas são os jovens que ficam, os jovens dos grupos nas Comunidades de Base, e sobre tudo os jovens que estão a margem desse processo, jovens que muitas vezes não tem idéia da dimensão da JMJ nem da realidade fora do país, são eles que fortalecem a cada dia a opção pela causa da construção do Reino.
            São realidades de um povo latino que sofre, que é maltratado a cada dia. De jovens, mas também de mulheres, homens, crianças que lutam no dia-a-dia para sobreviver. A eles, a minha ida a JMJ. As imagens de um mundo desigual são as que vêm a minha mente quando penso em ‘reacender a fé no Cristo’.
            E é na partilha com a diversidade, com o diferente, com a fé vivenciada das mais diversas maneiras, que quero encher minha mala de garupa de volta ao Brasil. Trazendo muita esperança na Civilização do Amor. Realimentando a fé na Igreja que é do povo e para o povo.
            Vamos a Madri, vamos a Europa. Mas permanecemos com o nosso coração na nossa latinoamérica, sofrida.


Na expectativa da partilha,
E na humildade de acolher o novo,
Luana Corrêa

sábado, 23 de abril de 2011

Quando se fala da dor,
De deixar um pedaço seu
Pra trás
Não se fala,
Apenas se sente.


Se sente,
Muitas vezes no silêncio.


Só.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Com saudades de casa

'Com saudades de casa'
Um certo dia um homem disse.
Pode ser tão certo, tão perto, inquieto.


É quando mexe e (re)mexe aqui dentro.
Dizendo que não é aqui,
Nem lá ou ali. 


Poderia ser aqui, em casa.
Mas a impaciência se alimenta
Da angústia, e da espera.


E entendendo que não é lá ou ali
Se continua, assim
'Com saudades de casa'


(L.)



quarta-feira, 6 de abril de 2011

así como todo cambia

Cambia el rumbo el caminante
Aúnque esto le cause daño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Pero no cambia mi amor
Por mas lejo que me encuentre
Ni el recuerdo ni el dolor
De mi pueblo y de mi gente

Musicado por Mercedes Sosa ... 



quarta-feira, 9 de março de 2011

Alguns dos pensares desses últimos dias de sol.



' Quero olhar, 
Ao menos poder te olhar nos olhos, 
Lindos olhos. 
Pelo menos "te ver passar" .


'É preciso lançar os sonhos ao alto, 
Sem tirar nunca os pés do chão!


' Pondo o coração em tudo que se faz, 
Há de se encontrar um sentido para viver '


' É pisando pelos diferentes solos desta terra. 
Que se sente os sinais de vida, 
Os sinais de morte, 
E se (re)significa cada manhã ' 

Frases minhas, dos dias que eu -brinco- de escrever o que sinto ...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Religião ou Espiritualidade, por Eduardo Marinho


Há centenas de religiões, cada uma se proclamando portadora da verdade e desqualificando as outras. A espiritualidade é apenas uma, em exercício permanente e sem forma única.


A religião possui templos para louvores e adorações.
O templo da espiritualidade é o ser, o mundo, o universo.

A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que despertam.

A religião é para aqueles que necessitam de um código externo e precisam ser guiados.
A espiritualidade é para os que ouvem e praticam o embrião da consciência, a voz interior.

A religião é um conjunto de regras e dogmas, não admite questionamentos.
A espiritualidade te leva à reflexão, a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça, amedronta, impõe e cobra.
A espiritualidade procura, desenvolve, liga causas e conseqüência, serenamente.

A religião aponta pecados e declara culpas.
A espiritualidade aponta a ignorância e toma o sofrimento como ensinamento.

A religião reprime, condena e acusa.
A espiritualidade transcende, compreende e esclarece.

A religião inventa.
A espiritualidade descobre.

A religião determina formas.
A espiritualidade desenvolve conteúdos.

A religião não indaga, nem questiona.
A espiritualidade duvida, experimenta, observa e procura absorver..

A religião é crença.
A espiritualidade é busca.

A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é ligação e não tem regras.

A religião divide, secciona e discrimina.
A espiritualidade une, respeita e abraça.

A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade, você precisa buscá-la.

A religião necessita do (e determina o que é) sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado, em tudo.

A religião se alimenta do medo e da ignorância.
A espiritualidade se alimenta na busca e no desenvolvimento da consciência.

A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com ser.

A religião ensina a evitar o mal por medo do castigo e fazer o bem por interesse na recompensa.
A espiritualidade ensina que o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória.

A religião é adoração e temor.
A espiritualidade é reflexão e amor.

A religião tortura o presente com os valores do passado, ameaçando com castigos no futuro.
A espiritualidade vive o presente, levando em conta as lições do passado, fazendo o plantio do futuro.

A religião condena e encarcera a natureza.
A espiritualidade desenvolve a consciência para tratar com a natureza.

A religião manda crer na vida eterna.
A espiritualidade nos permite viver a eternidade da vida.

A religião promete o encontro com Deus depois da morte.
A espiritualidade busca o encontro com Deus dentro de nós mesmos, a cada momento.

A religião determina e inquieta.
A espiritualidade desabrocha e aquieta.

Religião é tirania espiritual.
Espiritualidade é consciência existencial.



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Quando as imagens são mais do que parecem


     O encontro, todos os anos uma tradição (muito popular, vale lembrar), de homens da pesca que na sua luta diária de 'enfrentar o dia-a-dia' comungam de uma mesma fé, e ao mesmo tempo partilham desse mesmo sentimento com outro povo sofrido que enfrenta a 'roda viva' que passa sem piedade e rouba, porque não dizer, a vida de nossa gente.

Muito além de uma imagem, o retrato do que vem do povo. 
O grito dos que ainda sofrem.
E o contraste, logo ali adiante. 
O poder.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011



Me lembra de musicar a vida
Pra ela passar sem dor.
Saúda mais uma vez
O velho compositor
Que antes de fazê-la, a música
Já transbordava dela
Por dela ser feito
Aconchega o canto de longe
Brinca com som, com dom, com o tom
E canta a essência do sonhar.




Luana Corrêa

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

(...)

Porque a liberdade
Por muitos
Exige da gente
Um vôo só.





quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

No vento



Vai buscar no vento,
A calma que te falta
Para continuar


A coragem que te falta
Para enfrentar.
A esperança que te falta 
Para persistir.


Insiste mais um vez,
Em percorrer o outro caminho
O mais difícil 
Porém, mais belo.


Busca um sonho perdido,
Espera a companhia
E acolhe a calma,
Que o vento te traz.


Lu Corrêa

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

tudo numa coisa só (...)



Pensei hoje nessa infeliz mania que temos de pôr longe a natureza.
Somos parte do todo. E que o velho/novo clichê 'vamos cuidar da natureza', às vezes dói aos ouvidos.

Afinal, a natureza não está lá, ela está aqui, nós somos a natureza.
E é com o mesmo respeito (ou sem ele) que tratamos a vida, seja ou não de nossa espécie. E quem dirá, que quem não cuida dos seus não cuidará dos demais (o planeta muito bem entende).

A teia complexa da vida não perde um fio se quer, sem se desintegrar de alguma forma.


Tudo o que acontece com a Terra,
Acontece com os filhos e filhas da Terra.
O homem não tece a teia da vida;
Ele é apenas um fio.
Tudo o que faz à teia,
Faz a si mesmo


Ted Perry

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Da espera

Da angústia que se fez saudade, em meio a viração. 

Em frente ao novo, que de novo ninguém sabe o quanto, a inquietação da busca parece tão natural quanto o temor que me causa. Não se sabe ao certo onde vai terminar, embora os pensamentos de um bom desfecho, o acaso (não por descaso) se encarrega de cuidar.

E eu de tanto te querer, chego a criar asas em teus pés, para que mais longe de mim andes. 

Me desfaço em flor, em dor, em sol.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

E a cultura? E a pobreza?

        Estava eu, na minha difícil relação cotidiana com aquele eletrodoméstico que fica no centro da sala, sabe? Mas encontrei algo que muito me interessou.
        Em um dos canais estava passando um documentário chamado 'Barka', produzido pelo SESC. O documentário trazia retratos de Burkina Faso, país africano, um dos mais pobre do mundo, em dinheiro, mas muito rico em cultura, em alegria, em lições, e toda essa boniteza.

    Duas coisas. 


   Durante o documentário, um dos entrevistados que tem vários trabalhos de alfabetização de crianças e jovens, e dá exemplos de vivência em comunidade, visitou o Brasil, o Rio de Janeiro, e aos ver as favelas ao lado dos belos prédios concluiu: " É por causa dessa pobreza que eu prefiro ser pobre aqui do que na América Latina ou na Europa. ".  E ainda acrescentou, que essa pobreza (essa mesmo que a polícia combate com tanque de guerra), rouba (faz roubar), mata (faz matar), corrompe (faz corromper).


      Sem mais. 


     E a cultura? Ele falou de todos os  esforços para mantê-la viva. A juventude, que se encontrava em festa, em um festival de música, falava de política, de seus exemplos, ouviam suas músicas, apesar dessa globalização (alienação global ? ).
      
     E eu fiquei pensando na nossa cultura, na nossa juventude, no nosso Brasil.

domingo, 19 de dezembro de 2010

O ENEM e a inclusão Social: O começo de um longo caminho

      Eis que o cenário educacional nacional sofre uma forte mudança. Muitos alegaram ser para pior, outros tantos que a educação nas universidades será desqualificada, outros ainda alegaram o que chamaram de ‘incapacidade’ de muitos acompanharem o ritmo das instituições superiores. Mas de toda forma, a mudança se fez, os processos seletivos nas universidades federais do país, em sua maioria, passaram a ser através do Exame Nacional do Ensino Médio.
Obviamente não se pode negligenciar que o problema educacional no Brasil vem das bases, e se encontram desde a educação infantil, passando por toda educação básica. Mas de fato o novo método de ingresso nas universidades possibilitou que outro público ocupe os bancos universitários. Como muitos gostam de afirmar, o funil que restringe o ingresso nas instituições de ensino superior, com um vestibular extremamente seletivo e direcionado a uma classe social, foi ‘alargado’. Nesse novo momento pessoas de classe baixa, não todos ainda é claro, estão tendo esta oportunidade. 
Devemos lembrar sempre que essas mudanças não acabam com os problemas encontrados na base da formação dos indivíduos, mas de alguma forma como medida compensatória e imediata começa a haver outro horizonte para educação. Aos muitos que alegam que o ‘nível’ universitário diminuirá, ou que os novos ingressantes são incapazes de adentrar a esse ‘mundo’, provavelmente não passem de ‘vaidosos acadêmicos’ de mais alto grau, que se julgam em última instância melhores que os demais.
Ainda que se diga que nem todas as pessoas têm preparação suficiente para ingressar, nesse país o que determina condições dignas de sobrevivência para o povo, diferente de outros países, é a educação. E quando se priva pessoas de baixa renda a ingressarem no ensino superior está também lhes negando a oportunidade de uma vida digna. E continua-se cada vez mais a oprimir a massa da população, lhes dando a posição de subordinados que por direito não é de ninguém.
O processo teve início, a caminhada ainda é longa. Ainda é preciso rever, melhorar muita coisa na educação, mas é preciso começar e começar de alguma forma. E a universidade como espaço de todo o cidadão, como deveria ser, deve se reformular ao novo momento, os professores devem rever sua prática para acolher estes alunos, e não acabar excluindo-os de novo após um ou dois semestres. Aos acadêmicos a consciência de que este espaço é pra todos, afinal os impostos que sustentam as instituições são de todos. E ainda há quem se questione sobre a ‘qualidade’ dos profissionais que serão formados. O papel será dos professores em, sem negar as origens dos novos alunos, formá-los como todos. E cabe por fim questionarmos, o que são profissionais de qualidade? E de que valem máquinas que sirvam a esse sistema mecanicista, enquanto muitos ainda vivem em condições subumanas?

(Texto escrito para a disciplina de Didática do Ensino da Biologia I)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010



     Falta a cor, falta o sabor. Falta um pouco mais de luz, um pouco mais de nós. Falta sentir, falta tocar. Falta ser, falta acolher. Que não falta, não. A esperança, essa não. Se partir algo de tão grande se vai, acaba por ser inútil ficar, aqui. 
    Mas as pedras. Ah, as pedras! Mas as flores. Sim, as flores! Vamos ao caminho, com a música, com a dança, com a vida, mesmo que só, em alguns (muitos) instantes, só.

Lu Corrêa



quinta-feira, 21 de outubro de 2010



“ Sem tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em lugares onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte... Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.”


Rubem Alves

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A um amigo, a um companheiro, a um profeta (...)



É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais


'Foi a forma que eu achei de te homenagear.' 
  Quem podia esperar que esse feriado pudesse terminar desse jeito. Com a perda de alguém tão importante. Talvez se quisesse dizer, as lágrimas logo viriam aos olhos e aquele nó na garganta impedisse alguma manifestação. Então resolvi escrever.
   A vida tem razões que nós desconhecemos, e justamente por essas razões essa pessoa especial cruzou meu caminho, fomos nos tornando próximos, partilhando a vida, partilhando momentos de alegria, mas principalmente partilhando um sonho. Um sonho que não é só nosso, um sonho que é maior que nós, mas que com certeza foi construído em boa parte na caminhada desse amigo.
   Certamente uma das pessoas mais sinceras, mais verdadeiras, mais fraternas, e mais corajosas que eu já conheci. Eu sempre lembro das vezes que me peguei espelhando nele, pra ser mais corajosa para 'gritar' e defender a vida e a nossa utopia, e mais amiga para se doar aos outros como ele se doou.
   Foi em pouco tempo, mas tempo vivido com a maior intensidade possível, sabendo se colocar da maneira certa na hora certa. Vinha me ensinando tantas coisas nos últimos tempos, me ajudando tanto que nem encontraria palavras pra agradecer. 
   Talvez seja por egoísmo nosso, sim por egoísmo. Mas como foi embora assim? Sem se despedir ... E justo agora que tinha se tornado pra mim tão fundamental nessa caminhada, cheia de espinhos que ferem, mas também muitas flores que alegram.
   Ele, em seu profetismo partilhou a Boa Nova com muitos, foi presença alegre, sempre com uma palavra de conforto, (afinal ' se a vida te vira as costas ... passa a mão na bunda dela' hehe), com uma piada, com um conselho seja ele pastoral ou pessoal. 
    Ainda o agradecimento em nome da Pastoral da Juventude da Diocese, por toda a ajuda no nosso último festival, que aconteceu há um mês atrás, e no lançamento diocesano da campanha nacional contra a violência e o extermínio de jovens. Nem sei por onde começar ou o que dizer, porque os dias que construímos, juntos, muito mesmo devemos a ele, porque essas foram batalhas que enfrentamos de mãos dadas.
    A saudade vai ficar, e ainda aperta a dor aqui dentro. Mas sei que está acompanhado do nosso Deus da Vida, do nosso Deus libertador, e de Nossa Mãe de Guadalupe. E que continuará sempre intercedendo por nós, para que tenhamos sempre mais força, fé e coragem de seguir em frente. E mesmo que não esteja mais aqui fisicamente, no coração sempre estará guardado, e porque comungamos dessa mesma utopia, é também por ti que agarro cada vez mais firme essa bandeira, da nossa causa, da causa do Reino.

' Meu amigo, companheiro, assessor, fique sempre na paz. E até uma próxima.'


Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre mais eu sei
Que você está bem agora
Só que neste mundo
O verão acabou.

Cedo demais!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Entre livros e acordes





Entre livros e acordes
Assim está posto.
Buscando canções
Velhas canções
Versos ou rimas 
Que falem de vida
Que deixem ser
Viver e sonhar
Não pelo que está
Mas pelo que há de ser.



Luana Corrêa